sábado, 11 de janeiro de 2014

KING EUSÉBIO...


O 5º. dia do ano de 2014 fica como um dia marcante na história do desporto de Portugal e de Moçambique, porque o 'puto' da Mafalala que não quis ser 'mainato' porque queria ser 'bom de bola' nos 'Brasileiros', craque no Sporting de Lourenço Marques, depois de rejeitado pelo 'Benfica' de Lourenço Marques,   glória do Benfica de Lisboa e da Selecção Portuguesa, viu cumpridos os seus dias na terra e partiu para junto dos seus antepassados.
Eusébio da Silva Ferreira nasceu no bairro de Mafalala, em Lourenço Marques, na então colónia portuguesa de Moçambique,  no dia 25 de Janeiro de 1942. Era  filho de Laurindo António da Silva Ferreira, ferroviário, branco, natural de Angola, e de Anissabeni Elisa, uma negra moçambicana. Foi o quarto filho do casal. Criado numa sociedade extremamente pobre, costumava faltar às aulas para jogar descalço futebol com os seus amigos em campos improvisados e utilizando bolas de futebol improvisadas. O seu pai morreu com tétano, quando Eusébio tinha 8 anos de idade, de modo que Elisa tomou quase exclusivamente cuidado parental do jovem Eusébio.
Foi a 15 de Dezembro de 1960 que chegou a Lisboa. Eusébio era jogador da filial leonina de Lourenço Marques quando um funcionário do Benfica tratou da sua transferência para as águias, colocando o Eusébio num avião sob o nome falso de Ruth Malosso - pertença de uma cidadã portuguesa - e avisou os leões de que o jogador tinha partido para Lisboa de barco. Na capital, Eusébio era esperado pelos dirigentes do Clube da Luz e alguns jornalistas.
O Sporting Clube de Portugal não desistiu e voltou à carga, duplicando a oferta do Benfica, que acabou por pagar à mãe de Eusébio, Elisa Anissabene, 250 contos (250 mil Escudos) pela transferência. Os encarnados esconderam então o rapaz, que tinha 18 anos,  numa unidade hoteleira de Lagos, Algarve, evitando que ele fosse comprado pelo Sporting, segurando assim  reforço.
Cerca de uma semana se passou e Eusébio regressou à capital, já como jogador do Benfica, mesmo que não o tenha sido da forma mais edificante a maneira usada pelo Benfica... e pelo Eusébio.
Ganhou mundos e fundos, deixou-se enganar por uma varina esperta, que lhe comeu os olhos da cara, deu o seu dinheiro a Mário Coluna para este administrar, o que Coluna fez, 'depositando' até algum nos cofres da FRELIMO, segundo chegou a constar.
Fosse assim ou assado, Eusébio andou ainda a deambular pelo Beira Mar, União de Tomar, Boston Minutemen (1975), Toronto Metros-Croatia (1976, e Las Vegas Quicksilvers (1977).
Agora, como prémio pelo seu virtuosismo a jogar a bola, torna-se no primeiro cidadão de cor negra a ser sepultado no Panteão Nacional. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

MOÇAMBIQUE... ATÉ QUANDO A SOFRER?

Por muito tempo que passe, os velhos vícios vão-se mantendo... enquanto os homens do Governo se vão governando, o camarada Presidente vai abrindo contas nos Bancos dos paraísos fiscais que lhe garantem chorudos juros, vivendo à tripa forra em detrimento da população, que cada vez teme mais não a RENAMO, mas a fome, a miséria que vai passando... porque o turismo encontrou uma mina de ouro... e nela não entra o Zé Povinho, que continua a ter como esperança a ida para as minas da África do Sul, que lhe vão comendo a carne, enquanto são úteis, porque depois também os abandona aos seus destinos.
Dos jornais se destaca:

"Três mortos e vários feridos foi o resultado de um ataque a dois autocarros com civis na província de Sofala, ocorrido ontem no centro de Moçambique. Aconteceu no primeiro dia em que vigorava o corte de estradas anunciado pela Renamo.
O principal partido da oposição ao Governo da Frelimo tinha alertado as populações para o perigo que correriam caso insistissem em circular de carro na zona de exclusão.
“Não tenho dúvidas que a Renamo é responsável” disse Pedro Cossa, porta-voz do Ministério do Interior.
A Frelimo já condenou os ataques e realizou em Maputo uma manifestação de apoio ao Governo.
O primeiro-ministro, AlbertoVaquina, nomeado em outubro pelo presidente Armando Guebuza, mobilizara de véspera forças militares para a zona centro, de modo a garantir a circulação em segurança. O jornal moçambicano “O País” referia, na edição online, que os seus repórteres haviam percorrido várias estradas e que “o tráfego circulava normalmente” apesar da forte presença militar.
No país o tráfego sul-norte ao longo da EN1 é sempre intenso. Só na manhã de quinta-feira partiram de Maputo para as províncias do centro e norte do país,  oito autocarros, com 32 ocupantes
cada. Um responsável da transportadora disse a “O País”, que “os bilhetes tinham sido quase todos vendidos antes do anúncio da Renamo”. Ao jornal, os passageiros disseram estar receosos mas não ter alternativa.
A polícia moçambicana deteve, entretanto, o brigadeiro Jerónimo Malagueta, responsável pelo sector da informação da Renamo.
Fora ele quem anunciara que a Renamo ia impedir, a partir de dia 20, a circulação ferroviária e rodoviária no centro do país, de forma a garantir a segurança do seu líder, Afonso Dhlakama.
Este vive, desde outubro de 2012, em Satungira, nas montanhas da Gorongosa, onde poderá ter algumas centenas de soldados,  desigualmente equipados.
A Renamo, em guerra civil com a Frelimo até à paz de 1992, acusa o Governo de estar a movimentar tropas para Satungira para atacar Dhlakama. O corte das linhas de comunicação, a concretizar-se, cortaria o país ao meio, bloqueando a Estrada Nacional 1, e as linhas férreas Beira-Marromeu e Beira-Moatize, por onde se faz o escoamento da produção mineira.
A tensão subiu depois de sete soldados governamentais terem morrido no ataque a um paiol em Sofala. A Frelimo responsabilizou a Renamo mas esta nega e justificou o acto pelo “descontentamento popular que o Governo da Frelimo tem gerado”.
Outro foco de tensão é a regulamentação das eleições autárquicas de novembro e das presidenciais de 2014."
Texto do jornal EXPRESSO
Tenho ainda presente a esperança que em alguns Moçambicanos se tornou notória após o Acordo de Lusaka. A alguns amigos cheguei a referir que jamais haverá um país isento de desconfianças porque Moçambique tinha e tem nos seus quadros muita gente que utilizou a traição para levar a bom porto os seus desejos de liberdade.
Na realidade, nada há de mais precioso que o poder dizer alto que sou livre... porque não me pesa a consciência ter traído, levado à morte, roubado ou reduzido à mais vil miséria os irmãos que em mim confiaram!
E Moçambique tem muitos traidores nas fileiras da FRELIMO.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A INVASÃO CHINESA


 
 
Chineses desalojam 80 mil pessoas para projecto Wambao Agriculture

Maputo (Canalmoz) - O Governo de Moçambique concedeu 20.000 hectares de terra a uma empresa chinesa denominada “Wambao Agriculture”,para exploração de arroz durante um período de 50 anos.
Esta área corresponde a 22% do total da área irrigável do Baixo Limpopo, província de Gaza. Com esta concessão, cerca de 80 mil pessoas deverão abandonar as suas terras.
A empresa agora está a invadir as zonas de Hluvucaze, Languene e Gumbane que não faziam parte do projecto, e as populações dos cinco (5) bairros do posto administrativo de Chicumbane, ficaram sem terra para praticar agricultura e pastar os seus gados. Temem ainda que as ocupações prossigam para outras áreas das comunidades. Não há informação disponibilizada para as comunidades pelo Governo. As pessoas estão apenas a assistir as suas terras a serem ocupadas.
Empresa drena água salgada do rio Limpopo
De acordo com o mestre em Estudos de Desenvolvimento do Fórum de Organizações Nacionais de Gaza, FONGA, Anastácio Matavel, num futuro próximo haverá seca severa no Regadio do Baixo Limpopo. O especialista explicou que muitos dos grandes rios de Moçambique, tais como Limpopo, dos Elefantes, Incomáti, Save, Zambeze e outros estarão muito poluídos. “As pessoas não poderão beber essa água, até mesmo lavar as mãos nessas águas, elas serão infectadas. A única solução é contar com água de chuva e superficiais ou alimentadas por geleiras. Já morreram três cabeças de gado”, nas regiões ribeirinhas, disse Matável.
Segundo Matavel, as negociações realizadas com as autoridades e empresas para a entrega de terras foram criticadas pelas populações. Afirma-se que foram realizadas sem informações transparentes e verdadeiras sobre as implicações dos contratos.
As populações das zonas da implantação do projecto chinês não sabem o que acontecerá com o seu gado em termos de água para beber nem onde vão praticar agricultura. “Também existem pessoas com gado cujas pastagens foram afectadas mas que não se opõem ao projecto dos chineses. Só exigem um pagamento justo pelo uso da terra, obtendo assim um lucro adicional aos obtidos por suas actividades agrícolas. Isto tem causado conflitos dentro das comunidades: os que apoiam contra os que repudiam o megaprojecto dos chineses”, referiu o representante das ONGs da província de Gaza.
Matavel disse ainda que o projecto em implementação está escrito em chinês, vai ser traduzido em inglês e depois em português. Só mais tarde será conhecido pelas comunidades locais. “Estes receios foram manifestados pela população e funcionários das instituições do Estado que receiam um futuro de ânimos exacerbados”, disse.
No projecto vão trabalhar 1.000 chineses em diferentes etapas, este a ser implementado em 3 fases principais, sendo uma média de 6.667ha por ano, totalizando 20.000ha em 3 anos. A partir de 2016 vai operar a 100%. (Arcénia Nhacuahe)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

DIREITOS HUMANOS EM MOÇAMBIQUE?

Prisioneiro com grilhetas  numa prisão moçambicana
 

Na noite de 14 de janeiro do ano em curso, Angelo Juiz Nhancuana estava a beber, na cidade de Maputo, quando um tio chegou, com dois polícias, exigindo que ele fosse preso por ter roubado um computador. 
Trabalho da Polícia em Moçambique
Angelo concordou em acompanhar os polícias; porém, recusou-se a ser algemado. Um dos polícias agrediu-o na cabeça com a coronha da sua pistola e, quando Angelo caiu, disparou um tiro que lhe perfurou o braço. Ele teve que ficar um mês hospitalizado, tendo sido informado que a polícia não teria de prestar contas do ocorrido, uma vez que a arma havia disparado acidentalmente. Só pela intervenção de seu advogado, o caso acabou por ser reaberto.
Polícia moçambicana em acção
Na madrugada de 5 de março, a polícia matou a tiro Hortêncio Nia Ossufo na sua casa em Muatala, Nampula. A polícia alegou ter tentado imobilizar Hortêncio porque ele tentara escapar; mas essa versão foi contestada por uma testemunha, que afirmou que ele foi morto intencionalmente por ter sido erroneamente identificado.
Agentes policiais e de fronteiras cometeram violações de direitos humanos contra requerentes de asilo e imigrantes sem documentação. Milhares, sobretudo vindos da Somália e da Etiópia, entraram em Moçambique através da Tanzânia , entre os meses de janeiro e julho. Muitos deles relataram que os agentes de fronteira e os polícias os agrediram fisicamente e roubaram todos os seus pertences, deixando-os nus e abandonados nas ilhas do rio Rovuma.

Preso submetido a tortura do pau numa prisão moçambicana

Outros contaram que as embarcações em que chegaram foram afundadas pela Polícia Marítima. Um requerente de asilo veio  do Corno de África e chegou de barco a Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, com cerca de outras 300 pessoas. Quando os agentes policiais tentaram forçar o barco de volta para o mar adentro, acabaram por virá-lo, causando a morte, por afogamento, a pelo menos 15 pessoas. O requerente de asilo foi resgatado e foi posteriormente deportado para a Tanzânia. No entanto, conseguiu reentrar no país utilizando uma rota diferente. Foi capturado e espancado por agentes da polícia antes de, finalmente, conseguir chegar ao campo de refugiados de Maratane, em Nampula, depois de caminhar aproximadamente 695 km desde a fronteira.
Não sei até que ponto o Presidente Guebuza pensa elevar a violência em Moçambique, mas bom seria que se lembrasse que não é o dono do País e tem de respeitar as populações para ser por estas respeitado. Sabemos que a RENAMO está a criar problemas à FRELIMO, mas bom seria que o Presidente se lembrasse por uma vez que o Afonso Dhlakama não deixará de reunir os seus homens de armas para repôr aquilo que ele chama de justiça social... e a andar como tem andado, o Armando Guebuza tem muito que penar, pois um homem com fome  de justiça vale por mil leões famintos! Abra os olhos, Presidente Guebuza e não queira fazer concorrência ao seu 'sócio' da Angola, pois nem um nem outro levarão as Kwanzas ou os Meticais dentro do caixão, acreditem os dois. Deixar morrer o Povo Moçambicano à fome, só para satisfazer a ganância não é bom para a saúde!

domingo, 16 de setembro de 2012

ÓH TERRA DE 'BOA GENTE'...


Uma cidadã moçambicana, de nome Maria Alexandre Mariano, residente no bairro Aeroporto, arredores da cidade de Quelimane, foi notificada para comparecer na sede do Quarteirão “L”, no dia 17 de Janeiro passado, a fim de prestar declarações dum caso. Quem a notifica é o Secretário do 2º bairro, unidade 7 de Abril, da mesma cidade. Conforme a notificação , o secretário (Grupo Dinamizador)  usou artigos legais para emitir a respectiva notificação, violando assim a Constituição da República que só dá direito aos Órgãos de Justiça como únicos com poder para julgar os cidadãos neste país.
A cidadã notificada disse ter ficado indignada quando recebeu a notificação vinda duma estrutura do partido Frelimo.
“Não entendi como é que o dito Grupo Dinamizador ainda notifica pessoas, por isso vim pedir ajuda” - disse Maria Alexandre.
Como é que se chegou a notificação?
Maria Alexandre, a cidadã notificada, é professora no distrito de Inhassunge. Ela afirma que  foi tudo por causa de um litígio por causa dacasa da sua falecida,  irmã que morava no bairro Sangariveira. Por causa do falecimento, a casa ficou abandonada durante algum tempo, pois logo que a irmã faleceu, o viúvo abandonou o imóvel.
Passaram cerca de seis meses e os familiares da malograda reuniram-se para tentar  reabilitar a casa. Aqui se concluíu, conforme informa a cidadã Maria Alexandre, que o viúvo da falecida irmã, a deixou porque andava doente... e nunca mais veio.
Após uma pequena obra de reabilitação feita, procuraram encontrar um inquilino para habitar o imóvel.
É aqui que o secretário do bairro entra no jogo, de conluio com a madrinha do casal, tentando  encontrarem alguém para morar na casa. O tempo foi passando e  certo dia, Maria Alexandre diz ter sido informada que naquela casa já havia um inquilino, que foi procurado pelo secretário (emissor da notificação) e a madrinha.
“Indignada, fui para lá com o intuito de saber quem era o dito inquilino”.  Não encontrou ninguém e  os vizinhos disseram-lhe  que o morador só vem à noite. No dia seguinte,  manhã cedo, a senhora Maria deslocou-se novamente  para lá e desta vez encontrou o dito inquilino.
No meio da conversa, este disse que foi o secretário que lhe deu a casa para morar. Agastada, a “dona” deliberou  que o inquilino teria de abandonar o imóvel, porque o secretário não era   dono da casa.
Quando o secretário soube deste mal-estar, mandou logo notificar os proprietários da casa,  visando   prestarem declarações, só que até ao dia marcado para a audiência, a notificada não compareceu.
Os advogados dizem que é culpa da Frelimo
Procuraram um Consultório Jurídico para obter  esclarecimentos legais em volta desta atitude do Grupo Dinamizador do partido Frelimo e a primeira resposta obtida foi ter a Frelimo perdido o controlo dos assuntos.
Eis aqui a explicação legal. De acordo com a fonte consultada, o Grupo Dinamizador já não existe como autoridade legal. “Existia no tempo do partido único, mas agora, com a Lei dos Órgãos Locais do Estado, LOLE, esta estrutura foi extinta” 
O argumento legal que o Secretário do 2º Bairro usa, neste caso, o artigo 83 do Código Penal, não diz nada disso, mas sim:  - Os efeitos das penas tem lugar em virtude da lei independentemente da declaração de alguma sentença condenatória.
Por isso,  o partido Frelimo, ao manter esta estrutura chamada Grupo Dinamizador, está a violar a LOLE, que no seu artigo 50 (Competências do Chefe da localidade), diz na sua alínea “b” que “o chefe da localidade tem a competência de mobilizar e organizar a parte da comunidade local na resolução dos problemas sociais da respectiva comunidade” - fim de citação.
A Frelimo comete erros inadmissíveis
 A instalação de células nas instituições do estado como sendo mais uma aberração que o partido no poder tem vindo a fazer.
Quanto a este caso, é dito que em  primeiro lugar  há grande ilegalidade, em segundo, este secretário, que notifica a pessoa, pode estar a cobrar pela emissão das notificações, e isso é um acto de corrupção.
Mas sabe-se que esta prática não é nova. Há muitos secretários e Grupos Dinamizadores que notificam pessoas, argumentando terem poderes legais, dados pelo partido Frelimo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O POVO MOÇAMBICANO MERECE...

... tudo quanto Portugal lhes legou de bom, e Cahora Bassa foi o último gesto de boa vontade para com o Povo, em termos de grandes obras de referência. Por muito que a má índole de alguns dos actuais governantes moçambicanos leve a que continuem a morder as mãos que lhes deram de comer, nunca conseguirão dizer ao mundo que Portugal não lhes deixou uma Pátria de que se podem orgulhar, pois Moçambique é uma pérola construída pelos portugueses, mesmo que uns quantos continuem a vociferar contra aqueles que a Moçambique deram o melhor de si mesmos. Tenho de reconhecer os erros que se praticaram, mas estes foram cometidos pelos dois lados, pois jamais Portugal usou campos de reeducação ou mandou executar sumáriamente aqueles que se lhe opunham, como Moçambique fez com Joana Semião, Lázaro Kavandame, Urias Simango e tantos outros mártires que tiveram de perecer às mãos dos seus governantes.
Que  a História de  Moçambique jamais esqueça que...
FORAM OS PORTUGUESES QUE DOMARAM A FÚRIA DO ZAMBEZE
Foram Portugueses os domadores das águas revoltas do rio Zambeze, cuja bacia hidrográfica ultrapassa 1.200.000 km2, percorrendo 800 km em território moçambicano.
O Gabinete do Plano do Zambeze foi criado por Salazar para concretizar o plano destinado a transformar o vale do Zambeze numa região invulgarmente rica e para proporcionar aos portugueses (brancos, negros e mestiços) condições de vida muito para além do que se verificava nos países africanos independentes. Os meios financeiros para o referido Plano estavam assegurados, sem recurso a empréstimos externos.
Para quem desconheça (e serão certamente muitos), o vale do Zambeze possui um subsolo rico em gás e carvão mineral, e um solo fértil para diversas culturas agrícolas, bem como condições privilegiadas para a pecuária e também para aproveitamento de rendabilidade segura de indústria transformadora. Acresce a tudo isto o facto de constituir uma região com todas as condições para empreendimentos turísticos.
Este conjunto de riquezas despertou interesses da "holding" Geocapital de Macau, de que fazem parte, como foi recentemente noticiado em alguns meios da comunicação social moçambicana e portuguesa, Stanley Ho, Ferro Ribeiro e Dr. António Almeida Santos, entre algumas personalidades políticas e governamentais moçambicanas.
A ÚLTIMA GRANDE OBRA DE SALAZAR
Cabora Bassa fazia parte de um projecto mais vasto e de singular importância que tinha por finalidade eliminar o subdesenvolvimento de uma região quase duas vezes superior à superfície do Portugal europeu. Era o Plano de Desenvolvimento do Vale do Zambeze que já estava a ser executado e que previa, no seu todo, abranger uma área superior a 210 mil km2, o equivalente a cerca de 1/4 da superfície de Moçambique. A barragem serve para regularizar os caudais do Zambeze e destina-se também a irrigar cerca de 1,5 milhão de hectares de terras do vale a que aquele rio deu o seu nome.
A 11 de Janeiro de 1968 foram abertas as propostas para o início das obras preliminares do desvio do rio Zambeze bem como as obras de pavimentação de duas estradas de acesso a Cabora Bassa. Cabora Bassa - a grande epopeia portuguesa do século XX .