domingo, 18 de janeiro de 2009

UM MORRO QUE IMPRESSIONA

  • Quando, pela primeira vez, pisei terras de Nova Freixo, confesso ter ficado um pouco receoso por aquela côr sanguinolenta que r4essaltava à vista, o pó vermelho que se entranhava nas roupas, especialmente nos tempos em que o cacimbo era rei e senhor, e o medo de estar a caír numa "terra de ninguém", daquelas onde Judas perdeu as botas, que não teria sequer um bar onde se pudesse beber uma "bazooka" de "Laurentina", na falta de outra cerveja capaz de empurrar toda aquela poeira que estava à vista, benza-nos Deus.
  • Do Aeródromo Base 6 até à cidade, ainda eram uns quantos quilómetros para percorrer, mas a carinha que me transportou parecia já conhecer aquele caminho de olhos fechados. A estrada, como imaginava, tinha aversão a essa invensão, muito em uso um pouco por todo o mundo, a que se chamava alcatrão, talvez porque poderia não ser bem aceite um produto que até era negro como a noite escura... e para negro já havia a população autóctone, que não era lá muito clara, confesso, no que mà côr de pele se refere.
  • O Condutor levou-me até a um enorme prédio de apartamentos, uma construção recente e com bastante bom aspecto a que deu o nome de "prédio do João Moreno", presumi que seria pelo facto de pertencer a esse senhor... que logo classifiquei como uma duplicação daquilo que tinha sido o João Ferreira no Negage, quando estive por terras de Angola.
  • Havia ali alguns conhecidos, que logo se prontificaram a facilitar tudo o que se tornasse necessário. Era a solidariedade a funcionar, pensei. Foi-me destinada a fleet que iria ocupar, vi o estado de sonservação em que se encontrava, o mobiliário necessário e fui dar uma volta para conhecer a cidade de Nova Freixo, os seus pontos de interesse, os bares, estabelecimentos, mercado, etc... e vi que tinha de tudo... e não tinha nada.
  • Mas o que me deixou impressionado foi a magnificiência da mole granítica a que chamavam o Morro da Missão do Mitucué, tal como me encanta o Morro do Elefante! Deste tratarei em próximas postagens, porque agora apenas me apetece dizer: A apresentação deste monumento natural do Mitucué é simplesmente extraordinária... e deixou-me entusiasmado. Não terei sido enganado? Não acredito, pois ainda confio no que os meus olhos vêem!
  • A aventura em Moçambique ainda agora começava, mas tinha pernas para andar... e eu não iria saír defraudado daquela aventura agora encetada.

1 comentário:

  1. Chamo-me Sérgio e agradeço-lhe o facto de manter este sítio aberto para recordar essa bela terra de Vila Cabral, no Niassa.
    Nasci nessa saudosa terra há 44 anos.
    Gostei de ver este sítio, e gostava de ver mais imagens e fotografias dessa bela cidade.
    Obrigado e um até breve.

    Sérgio.

    ResponderEliminar