segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O "ZÉ VOADOR"

O monumento do "Zé Voador" - Nova Freixo
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Quem teve a oportunidade de "conhecer" o ilustre Novafreixiense a quem o vulgo" denominou como"Zé Voador", talvez como singela homenagem à "figura" criada pelo grande Orvalho nas páginas do "Mais Alto"... ou para dizer ao Aeródromo Base 6 "muito obrigado", por se ter decidido tornar-se presente no inóspito Município de Cuamba - Circunscrição do Amaramba - Distrito do Niassa.
Como "saber trabalhar o betão" do Tenente Engº. Roncon, o "empenho desportivo" do Ten. IC Faria Paulino, o interesse pelas "artes" do TCor. Marinho Falcão, o "poder de dessenrasca-te" do Primeiro Sargento MARME Manuel Bergano, a "visão global" do Tenente Máximo... e o AB6 foi, em pouco tempo, um pequeno oásis no deserto de ideias que fazia escola por aquelas bandas.
O "MINI-GOLFE" era um sinal de que as coisas iriam mudar de tal forma que, em muito pouco tempo, iria ver-se o "MORRO DO ELEFANTE" ganhar vida, esperguiçar-se e gritar, bramindo:
- HUÉ, MAINHA... ME ESPEREM LÁ NO MITUCUÉ, QUE TENHO GANAS DE MOSTRAR QUE NÃO SOU APENAS UM MORRO!
Não sei a quantas "BAZOOCAS" da "LAURENTINA" corresponde o desabafo, mas no "Bar do Sobral" dizem que não serviram nada... no "Caldeira" apenas garantem que também pode ter sido ressaca de "2M"... mas não sei se foi ou não, porque acho que o "Morro do Elefante" está na mesma, não foi puxado nem empurrado por ninguém e tudo não passa de um boato para fazer aquela propaganda que se impõe naquela situação.
Minha...nossa.... então não se diz que em todas as cidades de África há algo para contar em que os "Portugas" são parte importante da mesma?
No Negage, quando por lá andei a fazer os meus afamados safaris, o homem história era o afamado João Ferreira, um dos pioneiros do Uíge... e por certo a maior fortuna alguma vez "vista" em terras de Angola. Aqui, em Nova Freixo, outra figura de pioneiro ricaço, de sua graça João Moreno.
Em Angola eram o café, o algodão e os diamantes a fonte de riqueza do João Ferreira; em Nova Freixo eram as pedras semi-preciosas, o chá e o turismo a fazer a fortuna do João Moreno.
Quando olho para qualquer lado, noto que esta é uma cidade em construção, com uma preocupante falta de alcatrão para combater as poeiras que tomam conta de tudo como se fosse uma praga! O que vale é havia por ali mangas a dar com um pau, que sempre serviam para nos fazer passar aquele tempo em que não haveria tempo para se pensar que não havia alcatrão nas ruas poeirentas da cidade.
Havendo água... que se dane a poeira! O Machepa é que tinha razão: "A Água de Lisboa, minino, limpa os poeira mesmo dos garganta do Machepa! És um coisa orrera e Machepa gosta dera, patrão!"

4 comentários:

  1. O homem rico não se chama joão moreno mas sim antonio moreno.

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  2. Associei o nome ao João Ferreira, do Negage, escrevendo João Moreno por erro meu. Agradeço a correção, meu Amigo. Nem é relevante, diga-se, a
    troca ter acontecido, pois ele jamais ficaria zangado com o facto! Fui rendeiro dele, conheci-o bem!
    Victor Elias

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  3. De 69 a 71 os meus dias passaram na poeira de Nova Freixo. Motivado pelo Nunes MMT, aceitei o desafio de criação do Mais Alto. Aliámos o seu saber à minha arte e nasceu a obra ilustrada na V. fotografia, SURPREENDENTEMENTE, atribuída a outros. Engano?!! Ou apenas a névoa do tempo? Se quisermos acrescentar a verdade a tudo isto, aceito a autoria: Carlos Matos e Nunes.

    Sou o Matos e também conheci o Machepa.

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  4. Grande abraço amigo Matos, belos tempos por nós vividos.

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