quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lourenço Marques... Maputo...

A imagem acima reproduzida corresponde a uma simples estação... que foi só um dos mais belos edifícios portugueses alguma vez edificados em Moçambique, segundo os críticos. Trata-se da Estação de Combóios dos Caminhos de Ferro de Moçambique de Maputo - a antiga Lourenço Marques.
Qualquer "bife" que chegava à capital moçambicana parava a olhar, espantado e encantado, tão belo exemplar da arquitectura portuguesa. Os Laurentinos ou "Coca-Colas" reviam-se na sua estação, ex-libris da cidade tal como acontecia com a Fortaleza, o pórtico do Jardim, a Igreja de Stº. António da Polana, a Catedral, a Casa de Ferro, o Bazar ou a Câmara.Hoje as coisas hoje estarão um pouco diferentes, porque também as gerações vão sendo substituídas por novos membros e aqueles que ontem viam Lourenço Marques como uma cidade cosmopolita, que convidava os vizinhos sul-africanos, rodesianos, malawianos ou outros a gozar as cálidas águas das praias Moçambicanas, a beleza das suas paisaigens ou a delícia da gastronomia de Moçambique, das quais ressaltava o camarão e outros mariscos, peixes ou carnes de caça e não só, abundantes naquelas terras.
Mas... é no saneamento básico que encontramos uma diferença abissal. No tempo colonial, havia todo o cuidado em regularizar os leitos de cheia, porque se sabia quão melindrosa se tornava a situação nas ruas de Lourenço Marques quando se não tratava atempadamente da limpeza dos colectores. As cheias logo davam sinal... e as mortes podiam acontecer, como por vezes se verificava.

Talvez seja urgente fazerem-se as tais obras de saneamento básico tão necessárias, para que o problema de todos os anos deixe de se sentir, como as imagens documentam.
Mas há outros problemas gritantes em Moçambique, que é um País bastante carente a todos os níveis. Há o problema da SIDA, a fome, o desemprego, a justiça social... e tantas outras coisas que nem se sabe onde começam e terminam as necessidades deste povo a quem falta tudo, menos a esperança!
O socorro das lixeiras como modo de vida não pode continuar a fazer parte do quotidiano das pessoas! Há que deixar de lado orgulhos políticos, diferenças partidárias e darem-se as mãos na construção de um Moçambique novo, sem caciquismos nem lobis! É tempo de se darem todos as mãos e acreditarem que não é no comunismo ou no marxismo que está a solução para os problemas do País, mas sim na verdade e na cooperação, no trabalho e na partilha!
E Moçambique merece ser feliz!

Que esta imagem se veja erradicada definitivamente das paisaigens maravilhosas da Princesa do Índico!

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