segunda-feira, 28 de junho de 2010

MOÇAMBIQUE e os COMBATENTES

Estas crianças são os Heróis do Moçambique de hoje, pois lutam contra a fome...
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Quando digitava o anterior escrito, onde falo dos Combatentes Portugueses da Grande Guerra, e não só, porque África veio a trazer para a ribalta novos Combatentes - e aqui pretendo não esquecer os Heróis africanos de ascendência Moçambicana, Angolana ou Guineense, que combateram ao lado dos seus irmãos idos da Metrópole...acabando muitos por pagar bastante caro esse sinal de patriotismo -, recordei que também Moçambique comemora o seu Dia dos Heróis Moçambicanos, que ocorre no mês de Fevereiro, no dia 02, sendo este dia Feriado Nacional.
Nunca consegui perceber bem se a homenagem é feita àqueles que combateram nas matas, contra o colonialismo Português, e que acabaram, muitos deles, por ser assassinados pela própria FRELIMO, sendo os seus nomes esquecidos ao longo dos tempos, ou se será uma homenagem aos que, pelo banditismo, pelas sevícias e crueldade, traições, morte dos seus próprios irmãos , do seu Povo, aproveitando a "benemerência do Governo Português de então, que os levou ao poder.
Pergunto-me se essa homenagem do Dia dos Heróis engloba aqueles que foram mortos em Metetela, Lupilichi, Bilibiza ou outros campos de exterminio! Será que Urias Simango, Paulo Gumane, o Padre Mateus Gwengere, a Drª. Joana Simeão, Celina Simango, Júlio Razão, Filipe Magata ou outros milhares de pessoas assassinadas pela FRELIMO.
E os que lutaram ao lado da RENAMO, porque não queriam que o País fosse uma coutada totalitária da FRELIMO, até que aconteceram os acordos de Roma de 1992?
É que para a FRELIMO apenas são Heróis tipos como:
- EDUARDO MONDLANE, seu primeiro presidente e uma pessoa cuja vontade foi manobrada pelo marxismo-leninismo de Samora, Chissano, Marcelino dos Santos ou de Sérgio Vieira, entre outros, dos quais acabou por ser a grande vítima. Foi este Herói quem mandou matar Samuel Filipe Magaia, primeiro Comandante da guerrilha, para entregar essas mesmas forças a Machel e Chissano, ambos marxistas-leninistas;
-SAMORA MOISÉS MACHEL, o segundo presidente da FRELIMO, eleito de forma pouco clara e cuja personalidade e influência sobre Mondlane o levou a conseguir dominar a ala militar e receber o sim à morte de Samuel Magaia, para lhe ficar com o posto e a mulher, Josina Muthemba. Este Herói implantou um regime marxista de puro terror, logo que declarada a independência, cometendo crimes contra a Humanidade contra as populações;
- JOSINA MUTHEMBA MACHEL, que era mulher de Filipe Magais, casou com Machel após este lhe haver assassinado o marido. Figura sem relevo na vida da FRELIMO, apenas se lhe conhece o apoio dado às crianças nas bases do partido, em Cabo Delgado. Foi morrer no Hospital de Dar es Salaam, envenenada por ordem de Samora Machel, logo que se enamorou de Graça Simbine, que veio a ser Graça Machel e é hoje Graça Mandela, por casamento com Nelson Mandela;
- MARCELINO DOS SANTOS e JACINTO VELOSO são, desde sempre, das mais sinistras figuras do regime Moçambicano, não tanto pelo que representaram na luta de libertação como pelo que fizeram no após Revolução dos Cravos, quando condenaram à morte milhares de Patriotas Moçambicanos, nos chamados tribunais revolucionários de Nashingwea ou em outras bases da FRELIMO. Marcelino e Vieira são autores de crimes contra a Humanidade;
SÉRGIO VIEIRA, o irmão do bobo da Corte que dá pelo nome de "Conde" CASTELO BRANCO, vedete do escândalo, artista multidacetado que é a inspiração, a musa da homosexualidade lisboeta e não só, é um monstro que se auto-intitula "Coronel", talvez inspirado nos chefes dos jagunços do Sertão Brasileiro, de quem terá copiado a arte de matar, dado ser um carrasco digno de uma Gestapo. Também é autor de terríveis crimes contra a Humanidade, pelos quais deveria responder;
- ARMANDO EMÍLIO GUEBUZA,actualmente o Presidente de Moçambique, é o autor de toda a destruição do tecido económico acontecida após a independência, quando colocou em execução a infame ordem "24/20" e procedeu à deportação de centenas de milhar de Moçambicanos, enviados para azs zonas mais pobres e despovoadas do Niassa e de Cabo Delgado, onde acabaram por morrer vitimados pelos maus tratos, fome, trabalhos forçados e fuzilamentos em massa, como resultado da "Operação Produção" por si idealizada.
Moçambique não merece estar a comemorar a vitória dos seus algozes, pois tem muitos Heróis de verdade, bastando olhar-se para todo um Povo que vai lutando heróicamente contra as más condições de vida que aqueles que andaram a prometer-lhes uma vida melhor, bastando para isso "correr com os colonialistas brancos", mas nunca lhes explicando que estes apenas seriam trocados por outros, só não se sabendo até quando!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

DIA DO COMBATENTE...

No combóio do Catur...
Quando amanhã, Dia do Combatente, se enaltecer a participação dos Soldados Portugueses nas operações na chamada Guerra Colonial, do Ultramar, da Libertação ou aquilo que se convencionar chamar à saga heróica de muitos de nós que, deixámos família, amigos, o conforto do lar para nos abalançarmos nas agruras de uma guerra que não pedimos, não desejámos que tivesse acontecido, mas o sentido de soberania da Pátria nos levou a partir em socorro daqueles que estavam a sofrer na carne as inclemências de soezes ataques inimigos, porque praticados contra pessoas indefesas cujo único crime seria a côr da pele, não sei se não estaremos perante mais um exercício de demagogia .
O 10 de Junho é o dia para se fazer mais uma resenha histórica daquilo que para o Povo Português representou a guerra que se travou para que outros vivessem... e talvez até se ouça dizer, nos discursos de circunstância, que o inimigo de então foi apenas mais participante activo na luta pela liberdade e independência do seu povo... e isso até se entende e aceita, uma vez que acredito que de um lado e do outro das operações, as forças em confronto apenas lutavam pela paz, por muito estranho que possa soar esta afirmação.
Já são bastantes os anos que nos separam da guerra em África. Foi uma guerra fraticida aquela que marcou a presença das Forças Armadas Portuguesas no conflito, porque a nossa Pátria é o Mundo onde haja presença Portuguesa... e bem sabemos que vivemos num mundo em pedaços repartido.
Esta data do Dia do Combatente deverá ser sempre lembrada por nós, para que não se apague da memória dos nossos vindouros a glória dos que defenderam em terras de África o nome de Portugal. No entanto, seria bom recordarem-se as palavras de circunstância debitadas ao longo dos anos por alguns hábeis manipuladores de opinião, que endeusam pela palavra e destroçam pela acção, pois usam e abusam da demagogia no que concerne aos direitos dos Combatentes, como se constata pelos mais elementares direitos que lhes têm sido retirados, como o apoio na doença, por exemplo.
O antigo Combatente não é mais um activo útil para o País, no conceito dos queridos Governantes, pois apenas é útil quem tenha o cartão partidário no bolso... e o Militar não é partidário, logo não tem voz activa! Activo útil é quem "ganha" milhares de €€€ porque tem um passado no partido que esteja no poleiro! Para garantir "divisas" que se possam distribuir pelos "boys", é preciso retirar capacidade de sobrevivência aos que andaram pelo Ultramar, de armas na mão, e o melhor que se poderá fazer é não lhes proporcionar a assistência médica e medicamentosa necessárias, porque "eles" já estão "velhos" e a dever uns anitos à Previdência.
"A esperança de vida é uma chatice, pois esses Combatentes a receber reforma ainda são muitos...!" - pensarão alguns Governantes. Se hoje nem estamos em guerra...!