quarta-feira, 9 de junho de 2010

DIA DO COMBATENTE...

No combóio do Catur...
Quando amanhã, Dia do Combatente, se enaltecer a participação dos Soldados Portugueses nas operações na chamada Guerra Colonial, do Ultramar, da Libertação ou aquilo que se convencionar chamar à saga heróica de muitos de nós que, deixámos família, amigos, o conforto do lar para nos abalançarmos nas agruras de uma guerra que não pedimos, não desejámos que tivesse acontecido, mas o sentido de soberania da Pátria nos levou a partir em socorro daqueles que estavam a sofrer na carne as inclemências de soezes ataques inimigos, porque praticados contra pessoas indefesas cujo único crime seria a côr da pele, não sei se não estaremos perante mais um exercício de demagogia .
O 10 de Junho é o dia para se fazer mais uma resenha histórica daquilo que para o Povo Português representou a guerra que se travou para que outros vivessem... e talvez até se ouça dizer, nos discursos de circunstância, que o inimigo de então foi apenas mais participante activo na luta pela liberdade e independência do seu povo... e isso até se entende e aceita, uma vez que acredito que de um lado e do outro das operações, as forças em confronto apenas lutavam pela paz, por muito estranho que possa soar esta afirmação.
Já são bastantes os anos que nos separam da guerra em África. Foi uma guerra fraticida aquela que marcou a presença das Forças Armadas Portuguesas no conflito, porque a nossa Pátria é o Mundo onde haja presença Portuguesa... e bem sabemos que vivemos num mundo em pedaços repartido.
Esta data do Dia do Combatente deverá ser sempre lembrada por nós, para que não se apague da memória dos nossos vindouros a glória dos que defenderam em terras de África o nome de Portugal. No entanto, seria bom recordarem-se as palavras de circunstância debitadas ao longo dos anos por alguns hábeis manipuladores de opinião, que endeusam pela palavra e destroçam pela acção, pois usam e abusam da demagogia no que concerne aos direitos dos Combatentes, como se constata pelos mais elementares direitos que lhes têm sido retirados, como o apoio na doença, por exemplo.
O antigo Combatente não é mais um activo útil para o País, no conceito dos queridos Governantes, pois apenas é útil quem tenha o cartão partidário no bolso... e o Militar não é partidário, logo não tem voz activa! Activo útil é quem "ganha" milhares de €€€ porque tem um passado no partido que esteja no poleiro! Para garantir "divisas" que se possam distribuir pelos "boys", é preciso retirar capacidade de sobrevivência aos que andaram pelo Ultramar, de armas na mão, e o melhor que se poderá fazer é não lhes proporcionar a assistência médica e medicamentosa necessárias, porque "eles" já estão "velhos" e a dever uns anitos à Previdência.
"A esperança de vida é uma chatice, pois esses Combatentes a receber reforma ainda são muitos...!" - pensarão alguns Governantes. Se hoje nem estamos em guerra...!

Sem comentários:

Enviar um comentário