sábado, 30 de outubro de 2010

NESTE HALLOWEEN 2010...

...TUDO DE BOM PARA OS AMIGOS: SAÚDE...TRABALHO...DINHEIRO...AMIGOS DE VERDADE...AMOR... SORTE...
...MAS PORQUE ESTAMOS EM TEMPO DE HALLOWEEN, VAMOS PROCURAR QUE AS BRUXAS NÃO NOS FAÇAM BRUXEDOS E OS INIMIGOS NÃO SAIBAM OS NOSSOS SEGREDOS!
BOM HALLOWEEN, AMIGOS! PARA O ANO HÁ MAIS!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Moçambique pré-colonial

Os primeiros habitantes de Moçambique foram, muito provavelmente, os Khoisan, isto é Bosquímanes, que eram um povo de caçadores-recolectores.
Há cerca de 10.000 anos já Moçambique tinha um perfil aproximado ao que apresenta hoje em dia: Uma costa baixa, cortada por planícies de aluvião e que se encontrava parcialmente separada do Oceano Índico através de um cordão de dunas. Esta configuração fazia dela uma enorme região dotada de grande fertilidade, ostentando ainda hoje grandes extensões de savana onde pululam inúmeros animais indígenas. Tal situação dava azo a que estivessem encontradas as condições ideais para a fixação de povos caçadores-recolectores... e até de agricultores.
Nos séculos I a IV, a região começou a ser invadida pelos Povos Bantu, que eram essencialmente agricultores que já conheciam a manufactura e uso de artefactos de ferro. A base económica era então a agricultura, produzindo cereais locais, como por exemplo a mapira (Sorgo) e a mexoeira. Também praticavam a olaria e a tecelagem, além da metalurgia, mas isto apenas para suprir necessidades da família e para um incipiente comércio através da troca directa. Por tal razão, a estrutura social era de muita simplicidade, sendo baseada na "família alargada" ou linhagem, à qual era reconhecida a existência de um chefe. Os nomes destas linhagens nas línguas locais eram, entre outros: o Nlocko, na linguagem eMakua; o Liwele, em ciYao; o Pfuko, em ciChewa; o Ndangu, em chiTsonga.
A sociedade Moçambicana tornou-se muito mais complexa, mas muitas das regras de organização tradicionais ainda hoje são baseadas na linhagem.
Entre os séculos IX e XII começaram a fixar-se na costa oriental de África populações oriundas da região do Golfo Pérsico, naquele tempo um importante centro de comércio. Estes povos começaram por fundar entrepostos na costa africana e muitos geógrafos da época referiram-se à existência de um próspero e activo comércio com as "terras de Sofala", incluíndo a troca de tecidos da Índia por ferro, ouro ou outros metais.
De facto, o ferro era tão importante que se pensa que as "aspas" de ferro - em forma de X, com cerca de 30 cm de comprimento, abundantemente encontradas em estações arqueológicas na região - eram utilizadas como moeda, sendo estas mais tarde substituídas por outra que constaria de tubos de penas de aves cheias de ouro em pó - os METICAIS, cujo nome originou a actual moeda Moçambicana.
Com o crescimento demográfico, novas invasões e a chegada dos mercadores, a estrutura política tornou-se bastante mais complexa, com linhagens a dominar outras e, por fim, deu-se a formação de autênticos estados na região, sendo um dos mais importantes o primeiro estado do Zimbabwe.
Mas disso falaremos na próxima postagem.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

ACORDA, POVO!








A FRELIMO, sendo um "Partido" que desde sempre tem vindo a deter o poder em Moçambique, não deveria ter receios do aparecimento de novos Partidos, uma vez que, sendo maioritária, tem formas de controlar e levar o Povo Moçambicano a seguir as suas políticas...aliás o que tem acontecido desde que foi a única força negociadora dos acordos tendentes à independência.
No entanto, parece que o aparecimento do Movimento Democrático de Moçambique, talvez porque lembra os senhores do poder que Uria Simango foi assassinado por aquilo que representava para o seu Povo, porque era um líder prestigiado de tal modo que Samora o temeu. Foi portanto necessário dar-lhe sumiço... e apenas esperaremos que o seu herdeiro Daviz Simango não venha a ser sacrificado em holocausto da Pátria Moçambicana.
Afonso Dlhakhama e a RENAMO foram, durante muito tempo, uma pedra no sapato da FRELIMO, mas ele devia saber que uma mentira repetida até à exaustão torna-se numa "verdade", ainda que se veja a quilómetros ser um embuste tudo aquilo que se vem dizendo.
O Povo está cansado... porque tem sido chamado a optar sempre pelos mesmos que os governam desde que foram independentes e vê com apreensão que estes não pretendem ter ninguém a fazer-lhes frente. Com a RENAMO foi a guerra... com o MDM o que será? Qualquer constituição democrática confere direitos ao Povo, que pode optar por ser militantre de qualquer um dos Partidos, pois assim é determinado constitucionalmente.
Moçambique não é coutada de nenhum Partido... e estes apenas têm de encontrar forma de dar ao Povo bem estar, saúde, progresso, educação, trabalho, paz a todos os níveis, igualdade de oportunidades. É tempo de distribuír equitativamente os bens existentes no País, que apenas tem previlegiado aqueles que estão filiados no Partido governamental.
É assim que há um Presidente que tem fama de ser o homem mais rico de Moçambique - quando o conheci era um fulano remediado, que não passava privações mas não tinha fortunas no Banco Nacional Ultramarino. Em Portugal diz-se que "quem cabritos vende e cabras não tem... de algum lado lhes vem"!
Será que descobriu alguma mina de diamantes ou ouro... e não disse nada a ninguém?
Alguém dizia numa roda de amigos, que o MDM nasceu pelo desejo de mudança que se vive no País e a que nem a FRELIMO nem a RENAMO conseguem dar satisfação.
Não é democracia atirar pedras a um recém nascido... até pela cobardia que é atacar alguém só porque pensa diferente. Que os Moçambicanos possam unir-se e construír o futuro que merecem, não esquecendo que podiam bem ter evitado determinadas situações se tivessem olhado para Angola e aprendido a lição que foi o derramamento de sangue e a destruição provocados pela intolerância e ânsia da tomada do poder a todo o custo. Basta vêrem que o Presidente de Angola também não quer ninguém a disputar-lhe o poder... para não perder os previlégios de ser um dos homens mais ricos de África... enquanto o Povo continua com fome, esperando as migalhas que lhe possam calhar.
Será que o Povo Moçambicano não está farto de miséria? O sol, quando nasce, é para todos e não só para as gentes da FRELIMO.