quinta-feira, 18 de novembro de 2010

BANDIDO... de colarinho branco

Sérgio Vieira - irmão do celebrado "Conde" Castelo Branco -
em sessão de lançamento "do seu livro" de memórias
Numa análise a tudo o que tem sido o caminhar de Moçambique nestes anos de Independência, não deixo de me sentir incomodado pela forma como alguma FRELIMO tem contribuído para tornar difícil a cicatrização das feridas provocadas por anos de guerra, primeiro contra as Forças Armadas Portuguesas e logo após com o eclodir da guerras civil... que alguém parece querer perpetuar.
Entre os cultores da linha ditatorial da FRELIMO, que foram desde sempre identificados e todos os Moçambicanos sabem bem quem são, não posso deixar de citar o inefável Coronel Sérgio Vieira, sinistro filho de Tete, nascido em 1941 e antigo Ministro da Segurança de Samora Moisés Machel, além de outros cargos que exerceu com a competência de um déspota, que sempre foi.
Quando Samora Machel governava, Sérgio Vieira prendeu Joaquim Chissano, que foi levado para a Ilha de Xefina, onde foi interrogado por Lagos Lídimo.
Mas não foi apenas esta prisão a ser maquinada pelo Coronel Vieira, uma vez que também se lhe devem muitas outras que foram acontecendo... não se podendo recolher os testemunhos das vítimas em virtude de... terem sido fuziladas por ordem do verdugo da FRELIMO.
Dá-se como exemplo o Dr. José Massinga, antigo funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Ministro J. Chissano, que esteve preso no período ditatorial acontecido em Moçambique, concretamente em 1981, às ordens da segurança da Frelimo, tendo sido acusado de ter relações com a CIA, sendo sumáriamente detido no seu gabinete de trabalho e enviado para a BO (Brigada de Operações), situada na Machava. Ali funcionava o Serviço Nacional de Segurança Popular, o antigo SNASP que hoje se conhece por SISE, e foi Massinga submetido a tortura, chamboiqueado e eletrocutado por Sérgio Vieira em pessoa. Que honra!
Deixou o Dr. José Massinga incapacitado, sem possibilidades de dar um passo que fosse, porque tinha as nádegas todas doridas. O Dr. Massinga foi ali contemplado com sistemáticos espancamentos , diários, deixando-o todo esfarrapado e a sangrar abundantemente. Sérgio Vieira aproximava-se dele e entretinha-se a puxar-lhe pelas orelhas, troçando, humilhando, enxovalhando ...
Para Chissano encontrou Sérgio Vieira uma acusação supimpa: Alegou que ele colaborava com os imperialistas. Logo que regressou do estrangeiro, Chissano foi preso, sendo presente ao Presidente, juntamente com o acusador Vieira. O Presidente pediu então a Sérgio Vieira que lhe repetisse tudo o que lhe havia dito. Como Sérgio Vieira não contava ser confrontado com Joaquim Chissano, escuso de dizer que teve de se calar... sendo Chissano salvo deste modo, pois Samora confiava em Chissano, que se podia considerar um dos seus homens de confiança.