quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

MOÇAMBIQUE... TRAFICA ÓRGÃOS?

De vez em quando somos confrontados com o horror das crianças que são traficadas para serem transformadas em doadores de órgãos para ricos... que, quero acreditar, muitas das vezes não saberão a proveniência desses órgão, mas há sempre quem saiba, no meio deles, especialmente aqueles que pagam autênticas fortunas para terem um coração, um rim, uns pulmões...
As autoridades judiciais sabem que o tráfico se faz, mesmo que o Governo teime em esconder a realidade de tais crimes, perpetrados das mais diversas formas, umas vezes para a prática da feitiçaria, outras para transplantes... e também para a prática do canibalismo, digamos os nomes das coisas.
Ora o Governo também não estará convencido de que nada acontece, a fazer fé na legislação que a Unidade Anti-Corrupção vinha propondo desde há alguns anos, através de relatórios minuciosamente elaborados em que ia pedindo as ajudas tornadas pertinentes para o combate a tal flagelo. Trabalho debalde, porquanto aquela Unidade Anti-Corrupção foi substituída pelo Gabinete Central de Combate à corrupção... mas nem mais uma vírgula se acrescentou ao que estava relatado sobre esta matéria.
"AS PESSOAS TENTAM, DESESPERADAMENTE, SAÍR DA POBREZA E DAS FRUSTRAÇÕES E POBRES CONDIÇÕES DE VIDA A ELAS ASSOCIADAS. ESTÃO, PORTANTO, SUSCEPTÍVEIS ÀS OFERTAS DOS FEITICEIROS PARA MELHORAREM A SAÚDE E/OU AS CONDIÇÕES FINANCEIRAS." - lê-se no relatório dos Direitos Humanos de Moçambique.
Numa pesquisa feita pela mesma Liga dos Direitos Humanos de Moçambique, conclui-se que a prática da extração dos órgãos humanos está mais associada a práticas tradicionais prejudiciais, particularmente a feitiçaria e não ao transplante, dizendo ainda que a conservação e o método de transporte de órgãos e partes do corpo humano, depois da sua extracção, foi constatado não ser efectuado pelos supostos traficantes para fins de transplantes, sendo o transporte desses órgãos e partes de corpos levados em sacos, embrulhados em folhas de árvores, escondidos dentro de caixas com carne de caça, nas bagageiras de carros ou até dentro de panelas. Não há os cuidados de que os laboratórios fazem uso quando os órgãos são para transplante.
A legislação em uso leva a que na maior parte dos casos, quando as pessoas são apanhadas com órgãos humanos, não é passível de punição, porque não há testes de ADN passíveis de determinar a origem do órgão - dizem as autoridades policiais. A morte de pessoas para extração de órgãios destinados à feitiçaria é uma prática regular, tanto em Moçambique como na África do Sul. Partes de corpos humanos são traficadas frequentemente e os clientes são feiticeiros, porque há nestes dois Países uma forte crença que algumas partes do corpo humano são poderosos meios de tornar os medicamentos tradicionais fortes e eficazes.
No Chimoio - Mussorize, estão encarcerados cinco homens, um deles curandeiro, indiciados por terem morto quatro mulheres para lhes extraírem a língua, o esófago, o clitóris e o útero, para serem usados para fins obscuros. As vítimas tinham de ser mulheres solteiras e que nas últimas 48 horas não tivessem tido qualquer relação sexual.
Custa a acreditar que o Presidente permita que o Povo Moçambicano, para além da pobreza extrema em que se vê lançado, tenha ainda sobre a cabeça o expectro da morte para fins escusos... só para encher os bolsos a alguém! Será que não o informam destas coisas ou a distração tem um propósito?
Têm chegado notícias tremendamente sinistras sobre outros tráficos... desta vez fala-se de drogas e do envolvimento do Brasil e dos manda-chuva de Moçambique.
O Lula da Silva terá corrompido o Armando Guebuza? Estejam atentos às cenas dos próximos capítulos.

Sem comentários:

Enviar um comentário