sexta-feira, 1 de abril de 2011

Património Moçambicano


Ninguém sabe até que ponto vai a dureza de ouvido dos queridos "manda-chuva" de Moçambique no que respeita à reconstrução do País, porquanto se olha para as infraestruturas que ficaram do passado colonial e... tudo foi votado ao mais completo abandono.
Apetece perguntar se tal facto se prende com o ter sido obra de Portugueses e não as quererem aproveitar para poderem dizer que receberam uma Pátria despojada de tudo, porque tal não corresponde à verdade, pois Portugal entregou um território capaz de ombrear com alguns dos melhores de África, uma vez que Lourenço Marques/Maputo ou Luanda eram capitais muito apreciadas pelos turistas que as visitavam, muitas vezes ficando impressionados com o incremento da indústria da construção civil, que as colocava muito acima do que se via noutras paragens africanas.
Aqui para nós, Samora Moisés Machel não gostava dos Portugueses, não pela côr da pele mas por ser o Povo colonizador... que por coincidência feliz ou infeliz até era branco. Diz-se que isso foi o suficiente para proibir galináceos e porcos dessa côr! Credo! Comer coisas brancas... podia pegar-se... bem bastava haver na família uma nódoa branca deixada pelos ancestrais.
Não! Não pode ser! Só agora me ocorre que deve ser esse o motivo do ódio visceral aos brancos! Como eu estava a ser ingénuo! Samora Machel tinha uma costela branca, e isso incomodava muito!
Por vontade dele, Moçambique cumpriria o título do livro do Engenheiro Jorge Jardim "MOÇAMBIQUE, TERRA QUEIMADA!" e depois seria reconstruído de raíz. E o Povo Moçambicano? Eles sabem que a FRELIMO sabe o que faz... e se não souberem aprenderão com o tempo!
O alcatrão desaparece das ruas das cidades e vilas moçambicanas, muitas das infraestruturas estão votadas ao abandono, degradadas... mesmo que o Povo resida em palhotas ou barracas de lata... até quando o Governo quizer, pois basta recuperar e utilizar o vasto património herdado da colonização.
Será que ainda vão a tempo?  




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