sexta-feira, 6 de julho de 2012

O POVO MOÇAMBICANO MERECE...

... tudo quanto Portugal lhes legou de bom, e Cahora Bassa foi o último gesto de boa vontade para com o Povo, em termos de grandes obras de referência. Por muito que a má índole de alguns dos actuais governantes moçambicanos leve a que continuem a morder as mãos que lhes deram de comer, nunca conseguirão dizer ao mundo que Portugal não lhes deixou uma Pátria de que se podem orgulhar, pois Moçambique é uma pérola construída pelos portugueses, mesmo que uns quantos continuem a vociferar contra aqueles que a Moçambique deram o melhor de si mesmos. Tenho de reconhecer os erros que se praticaram, mas estes foram cometidos pelos dois lados, pois jamais Portugal usou campos de reeducação ou mandou executar sumáriamente aqueles que se lhe opunham, como Moçambique fez com Joana Semião, Lázaro Kavandame, Urias Simango e tantos outros mártires que tiveram de perecer às mãos dos seus governantes.
Que  a História de  Moçambique jamais esqueça que...
FORAM OS PORTUGUESES QUE DOMARAM A FÚRIA DO ZAMBEZE
Foram Portugueses os domadores das águas revoltas do rio Zambeze, cuja bacia hidrográfica ultrapassa 1.200.000 km2, percorrendo 800 km em território moçambicano.
O Gabinete do Plano do Zambeze foi criado por Salazar para concretizar o plano destinado a transformar o vale do Zambeze numa região invulgarmente rica e para proporcionar aos portugueses (brancos, negros e mestiços) condições de vida muito para além do que se verificava nos países africanos independentes. Os meios financeiros para o referido Plano estavam assegurados, sem recurso a empréstimos externos.
Para quem desconheça (e serão certamente muitos), o vale do Zambeze possui um subsolo rico em gás e carvão mineral, e um solo fértil para diversas culturas agrícolas, bem como condições privilegiadas para a pecuária e também para aproveitamento de rendabilidade segura de indústria transformadora. Acresce a tudo isto o facto de constituir uma região com todas as condições para empreendimentos turísticos.
Este conjunto de riquezas despertou interesses da "holding" Geocapital de Macau, de que fazem parte, como foi recentemente noticiado em alguns meios da comunicação social moçambicana e portuguesa, Stanley Ho, Ferro Ribeiro e Dr. António Almeida Santos, entre algumas personalidades políticas e governamentais moçambicanas.
A ÚLTIMA GRANDE OBRA DE SALAZAR
Cabora Bassa fazia parte de um projecto mais vasto e de singular importância que tinha por finalidade eliminar o subdesenvolvimento de uma região quase duas vezes superior à superfície do Portugal europeu. Era o Plano de Desenvolvimento do Vale do Zambeze que já estava a ser executado e que previa, no seu todo, abranger uma área superior a 210 mil km2, o equivalente a cerca de 1/4 da superfície de Moçambique. A barragem serve para regularizar os caudais do Zambeze e destina-se também a irrigar cerca de 1,5 milhão de hectares de terras do vale a que aquele rio deu o seu nome.
A 11 de Janeiro de 1968 foram abertas as propostas para o início das obras preliminares do desvio do rio Zambeze bem como as obras de pavimentação de duas estradas de acesso a Cabora Bassa. Cabora Bassa - a grande epopeia portuguesa do século XX .

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