sábado, 24 de novembro de 2012

DIREITOS HUMANOS EM MOÇAMBIQUE?

Prisioneiro com grilhetas  numa prisão moçambicana
 

Na noite de 14 de janeiro do ano em curso, Angelo Juiz Nhancuana estava a beber, na cidade de Maputo, quando um tio chegou, com dois polícias, exigindo que ele fosse preso por ter roubado um computador. 
Trabalho da Polícia em Moçambique
Angelo concordou em acompanhar os polícias; porém, recusou-se a ser algemado. Um dos polícias agrediu-o na cabeça com a coronha da sua pistola e, quando Angelo caiu, disparou um tiro que lhe perfurou o braço. Ele teve que ficar um mês hospitalizado, tendo sido informado que a polícia não teria de prestar contas do ocorrido, uma vez que a arma havia disparado acidentalmente. Só pela intervenção de seu advogado, o caso acabou por ser reaberto.
Polícia moçambicana em acção
Na madrugada de 5 de março, a polícia matou a tiro Hortêncio Nia Ossufo na sua casa em Muatala, Nampula. A polícia alegou ter tentado imobilizar Hortêncio porque ele tentara escapar; mas essa versão foi contestada por uma testemunha, que afirmou que ele foi morto intencionalmente por ter sido erroneamente identificado.
Agentes policiais e de fronteiras cometeram violações de direitos humanos contra requerentes de asilo e imigrantes sem documentação. Milhares, sobretudo vindos da Somália e da Etiópia, entraram em Moçambique através da Tanzânia , entre os meses de janeiro e julho. Muitos deles relataram que os agentes de fronteira e os polícias os agrediram fisicamente e roubaram todos os seus pertences, deixando-os nus e abandonados nas ilhas do rio Rovuma.

Preso submetido a tortura do pau numa prisão moçambicana

Outros contaram que as embarcações em que chegaram foram afundadas pela Polícia Marítima. Um requerente de asilo veio  do Corno de África e chegou de barco a Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, com cerca de outras 300 pessoas. Quando os agentes policiais tentaram forçar o barco de volta para o mar adentro, acabaram por virá-lo, causando a morte, por afogamento, a pelo menos 15 pessoas. O requerente de asilo foi resgatado e foi posteriormente deportado para a Tanzânia. No entanto, conseguiu reentrar no país utilizando uma rota diferente. Foi capturado e espancado por agentes da polícia antes de, finalmente, conseguir chegar ao campo de refugiados de Maratane, em Nampula, depois de caminhar aproximadamente 695 km desde a fronteira.
Não sei até que ponto o Presidente Guebuza pensa elevar a violência em Moçambique, mas bom seria que se lembrasse que não é o dono do País e tem de respeitar as populações para ser por estas respeitado. Sabemos que a RENAMO está a criar problemas à FRELIMO, mas bom seria que o Presidente se lembrasse por uma vez que o Afonso Dhlakama não deixará de reunir os seus homens de armas para repôr aquilo que ele chama de justiça social... e a andar como tem andado, o Armando Guebuza tem muito que penar, pois um homem com fome  de justiça vale por mil leões famintos! Abra os olhos, Presidente Guebuza e não queira fazer concorrência ao seu 'sócio' da Angola, pois nem um nem outro levarão as Kwanzas ou os Meticais dentro do caixão, acreditem os dois. Deixar morrer o Povo Moçambicano à fome, só para satisfazer a ganância não é bom para a saúde!

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