segunda-feira, 24 de junho de 2013

MOÇAMBIQUE... ATÉ QUANDO A SOFRER?

Por muito tempo que passe, os velhos vícios vão-se mantendo... enquanto os homens do Governo se vão governando, o camarada Presidente vai abrindo contas nos Bancos dos paraísos fiscais que lhe garantem chorudos juros, vivendo à tripa forra em detrimento da população, que cada vez teme mais não a RENAMO, mas a fome, a miséria que vai passando... porque o turismo encontrou uma mina de ouro... e nela não entra o Zé Povinho, que continua a ter como esperança a ida para as minas da África do Sul, que lhe vão comendo a carne, enquanto são úteis, porque depois também os abandona aos seus destinos.
Dos jornais se destaca:

"Três mortos e vários feridos foi o resultado de um ataque a dois autocarros com civis na província de Sofala, ocorrido ontem no centro de Moçambique. Aconteceu no primeiro dia em que vigorava o corte de estradas anunciado pela Renamo.
O principal partido da oposição ao Governo da Frelimo tinha alertado as populações para o perigo que correriam caso insistissem em circular de carro na zona de exclusão.
“Não tenho dúvidas que a Renamo é responsável” disse Pedro Cossa, porta-voz do Ministério do Interior.
A Frelimo já condenou os ataques e realizou em Maputo uma manifestação de apoio ao Governo.
O primeiro-ministro, AlbertoVaquina, nomeado em outubro pelo presidente Armando Guebuza, mobilizara de véspera forças militares para a zona centro, de modo a garantir a circulação em segurança. O jornal moçambicano “O País” referia, na edição online, que os seus repórteres haviam percorrido várias estradas e que “o tráfego circulava normalmente” apesar da forte presença militar.
No país o tráfego sul-norte ao longo da EN1 é sempre intenso. Só na manhã de quinta-feira partiram de Maputo para as províncias do centro e norte do país,  oito autocarros, com 32 ocupantes
cada. Um responsável da transportadora disse a “O País”, que “os bilhetes tinham sido quase todos vendidos antes do anúncio da Renamo”. Ao jornal, os passageiros disseram estar receosos mas não ter alternativa.
A polícia moçambicana deteve, entretanto, o brigadeiro Jerónimo Malagueta, responsável pelo sector da informação da Renamo.
Fora ele quem anunciara que a Renamo ia impedir, a partir de dia 20, a circulação ferroviária e rodoviária no centro do país, de forma a garantir a segurança do seu líder, Afonso Dhlakama.
Este vive, desde outubro de 2012, em Satungira, nas montanhas da Gorongosa, onde poderá ter algumas centenas de soldados,  desigualmente equipados.
A Renamo, em guerra civil com a Frelimo até à paz de 1992, acusa o Governo de estar a movimentar tropas para Satungira para atacar Dhlakama. O corte das linhas de comunicação, a concretizar-se, cortaria o país ao meio, bloqueando a Estrada Nacional 1, e as linhas férreas Beira-Marromeu e Beira-Moatize, por onde se faz o escoamento da produção mineira.
A tensão subiu depois de sete soldados governamentais terem morrido no ataque a um paiol em Sofala. A Frelimo responsabilizou a Renamo mas esta nega e justificou o acto pelo “descontentamento popular que o Governo da Frelimo tem gerado”.
Outro foco de tensão é a regulamentação das eleições autárquicas de novembro e das presidenciais de 2014."
Texto do jornal EXPRESSO
Tenho ainda presente a esperança que em alguns Moçambicanos se tornou notória após o Acordo de Lusaka. A alguns amigos cheguei a referir que jamais haverá um país isento de desconfianças porque Moçambique tinha e tem nos seus quadros muita gente que utilizou a traição para levar a bom porto os seus desejos de liberdade.
Na realidade, nada há de mais precioso que o poder dizer alto que sou livre... porque não me pesa a consciência ter traído, levado à morte, roubado ou reduzido à mais vil miséria os irmãos que em mim confiaram!
E Moçambique tem muitos traidores nas fileiras da FRELIMO.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A INVASÃO CHINESA


 
 
Chineses desalojam 80 mil pessoas para projecto Wambao Agriculture

Maputo (Canalmoz) - O Governo de Moçambique concedeu 20.000 hectares de terra a uma empresa chinesa denominada “Wambao Agriculture”,para exploração de arroz durante um período de 50 anos.
Esta área corresponde a 22% do total da área irrigável do Baixo Limpopo, província de Gaza. Com esta concessão, cerca de 80 mil pessoas deverão abandonar as suas terras.
A empresa agora está a invadir as zonas de Hluvucaze, Languene e Gumbane que não faziam parte do projecto, e as populações dos cinco (5) bairros do posto administrativo de Chicumbane, ficaram sem terra para praticar agricultura e pastar os seus gados. Temem ainda que as ocupações prossigam para outras áreas das comunidades. Não há informação disponibilizada para as comunidades pelo Governo. As pessoas estão apenas a assistir as suas terras a serem ocupadas.
Empresa drena água salgada do rio Limpopo
De acordo com o mestre em Estudos de Desenvolvimento do Fórum de Organizações Nacionais de Gaza, FONGA, Anastácio Matavel, num futuro próximo haverá seca severa no Regadio do Baixo Limpopo. O especialista explicou que muitos dos grandes rios de Moçambique, tais como Limpopo, dos Elefantes, Incomáti, Save, Zambeze e outros estarão muito poluídos. “As pessoas não poderão beber essa água, até mesmo lavar as mãos nessas águas, elas serão infectadas. A única solução é contar com água de chuva e superficiais ou alimentadas por geleiras. Já morreram três cabeças de gado”, nas regiões ribeirinhas, disse Matável.
Segundo Matavel, as negociações realizadas com as autoridades e empresas para a entrega de terras foram criticadas pelas populações. Afirma-se que foram realizadas sem informações transparentes e verdadeiras sobre as implicações dos contratos.
As populações das zonas da implantação do projecto chinês não sabem o que acontecerá com o seu gado em termos de água para beber nem onde vão praticar agricultura. “Também existem pessoas com gado cujas pastagens foram afectadas mas que não se opõem ao projecto dos chineses. Só exigem um pagamento justo pelo uso da terra, obtendo assim um lucro adicional aos obtidos por suas actividades agrícolas. Isto tem causado conflitos dentro das comunidades: os que apoiam contra os que repudiam o megaprojecto dos chineses”, referiu o representante das ONGs da província de Gaza.
Matavel disse ainda que o projecto em implementação está escrito em chinês, vai ser traduzido em inglês e depois em português. Só mais tarde será conhecido pelas comunidades locais. “Estes receios foram manifestados pela população e funcionários das instituições do Estado que receiam um futuro de ânimos exacerbados”, disse.
No projecto vão trabalhar 1.000 chineses em diferentes etapas, este a ser implementado em 3 fases principais, sendo uma média de 6.667ha por ano, totalizando 20.000ha em 3 anos. A partir de 2016 vai operar a 100%. (Arcénia Nhacuahe)